Velázquez e suas meninas

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Um Diego Velázquez é vendido por oito milhões de euros. A pintura de uma niña com seu olhar distante, mas também interrogador. Ela não nos olha diretamente nos olhos, observa algo em nosso entorno e suas mãos puras pedem por algo que inquieta.

Cada retrato de Velázquez expressa vigorosamente aquilo que o pintor se propõe a estabelecer entre o retratado que olha ao observador ou mesmo o que nós observadores podemos buscar na imagem que é vista.

Diego Velázquez já foi considerado por muitos o “pintor dos pintores”, frase cunhada por Édouard Manet, além de ser considerado o maior retratista entre todos os pintores.

Não viveu uma vida conturbada, como grande parte dos grandes artistas, tampouco nasceu ou morreu pobre. Nasceu em meio a nobreza, foi sempre o pintor da corte, e por duas oportunidades viajou a Itália para conhecer os antigos mestres e respirar o berço do renascimento. Conheceu o mestre o barroco Peter Paul Rubens, além de estudar as obras de Ticiano, Tintoretto e Veronese, conhecendo todas as cores da escola veneziana. El Greco era sua obsessão.  Picasso, Dali, entre outros utilizaram suas obras como referencias para suas pinturas. Francis Bacon realizou uma série de trabalhos tendo como ponto de partida obras de Velázquez.

Seguramente a tranquilidade financeira do pintor deu a ele o tempo e a paz necessária para desenvolver sua técnica que está entre as mais requintadas da história da pintura.

Velázquez bebeu na fonte de Caravaggio e EL Greco, e serviu como caminho pictórico e expressivo para um número gigantesco de grandes artistas posteriores. Sua “Las meninas” assombra muitos artistas até nossos dias, uma pintura que reflete infinitos espelhos, perspectivas, planos e contraplanos traçados por olhares incomuns. Uma pintura que todo artista gostaria de ter executado. Uma obra onde a imagem vai muito além do que mostra, um espaço que estabelece relações transcendentes, contudo trabalha com as forças mais sólidas da imanência.

O último trabalho do artista espanhol, e que praticamente o leva a morte, simultaneamente imortaliza a “infanta Margarida da Áustria”.

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