O verme e o vírus

Verme e Vírus

Antes de tudo é importante deixar claro que o vírus trava uma luta, com os humanos,  a partir de um corpo mais ou menos saudável, não escolhendo seu campo de luta, se o corpo estiver forte poderá perder a luta e caso o organismo esteja suscetível vencerá. Já o verme aguarda o corpo em decomposição para uma luta, ou nem mesmo isso, desigual já no campo dos miasmas e da putrefação. O corpo apodrecido é o meio fértil para o desenvolvimento do verme. Um ser que se alimenta da morte lenta e dissolução da mente, afrouxamento dos músculos, degradação do sistema nervoso, esvaziamento dos líquidos e podridão dos tecidos e gorduras animais.

O vírus, estudos indicam mas não é totalmente claro, tem sua origem provável na “sopa primordial” que deu origem aos seres mais simples e com o passar de alguns milhões de anos deu origem aos mais complexos como o próprio homem. O vírus portanto é muito mais antigo e simples do que o verme, porém por ser o vírus invisível aos olhos e também aos microscópicos óticos, foi visto apenas após a invenção do microscópio eletrônico em 1931. Já o verme tem sua história ligada ao corpo dos animais mais desenvolvidos, aos seus alimentos, a podridão. Visível a olho nu é a própria imagem do que é asqueroso, obsceno e medíocre. Sem medo de errar podemos dizer que o verme é filho da morte.

O vírus tem seu nome originado no Latim significando “veneno ou toxina”; um corpo constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ou RNA). O vírus esta na natureza desde sempre mas ataca de forma ampla apenas em alguns momentos históricos. Seu “veneno” parece fruto de um desequilíbrio ou fragilidade, seja das nossas defesas imunológicas, seja das nossas mais básicas estruturas sanitárias ou higiênicas.

Já o verme, não, permanece à espreita, é preguiçoso, não age, é passivo, aguarda a morte ou a carne em seu estado putrefato para se alimentar sem trabalho, sem fazer força. Atua sobre a matéria orgânica como um parasita que age, primeiro no corpo individual e por consequência no corpo social, visando apenas se alimentar, destruir e dissolver. Recolheu em outros tempos os corpos destruídos pela peste.

Este vírus, com o qual convivemos agora, que já mudou e continuará mudando o comportamento humano, as relações interpessoais, hábitos cotidianos, além de algumas posturas diante da vida, conquistou um protagonismo sufocante diante da humanidade. Digo humanidade porque, por incrível e fantasioso que isso possa parecer, este é o assunto hegemônico, absoluto, a romper as rotinas do dia a dia de todos, frustrando os planos de alguns, reinando soberano no âmbito do pesadelo de grande parte dos mais de sete bilhões de habitantes do planeta.

Aguardamos por uma vacina que nos proteja de seu ataque.

Já o verme que estamos combatendo, representante da morte do corpo vivo, da epifania da ética do atraso, emulador das estratégias de ódio, é um ser menor, e ele passará. Talvez em dois anos, se formos conscientes de nossas responsabilidades, ele desapareça para sempre dos nossos mais tenebrosos pesadelos. Da sua ação deliberada sobre a mentira do cadáver criminoso, do preconceito sobre a raça inferior, da misoginia sobre o sexo mais frágil, da xenofobia sobre os diferentes e do ódio aos corpos que não cabem em seu próprio sexo.

Aguardamos por posicionamento social que nos livre de seu ataque.

É importante, para travarmos esta batalha contra este verme, que todos saibam, antes de tudo, este verme não tem esqueleto, portanto pode tomar diversas formas, podem ser encontrados em qualquer habitat, incluindo mar e os rios, sobretudo encontram-se nos subterrâneos, nas áreas obscuras do corpo e espírito humano.

O verme que combatemos agora é praticamente similar a Taenia Solium, popularmente conhecida como solitária (local onde ele já deveria estar) pode causar crises epiléticas e outros problemas neurológicos em humanos. Este verme que resiste no planalto central é também muito parecido com a Naegleria Fowleri conhecida como ameba comedora de cérebros. Especializado em fazer lavagem cerebral em grandes massas conservadas em caldo ideológico.

Este verme pode ser combatido com Albendazol, Mebendazol, Nitazoxanida, Piperazina, Pirantel, Ivermectina, Tiabendazol e Secnidazol. Mas estudos científicos, desconsiderados completamente pelo verme, indicam que o melhor remédio contra este perigoso verme ainda é a postura, a responsabilidade, e o respeito aos nossos semelhantes.

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